(Clarice Lispector)
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Viver Apesar De
"...uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida."
(Clarice Lispector)
domingo, 4 de julho de 2010
Porque o Brasil saiu da Copa?
Não foi "treinador", "escalação", "esquema tático".
Nós-tomamos-um-gol-de-empaTomar um gol é um absurdo para a "nossa seleção", experimentar uma virada então, impossível, não pode! Aí, TUDO desestrutura. Os jogadores, a torcida, o técnico, os jornalistas, todos os brasileiros. Ridículo isso.
A nossa seleção é uma seleção normal (caraleo). Ou ao menos assim deveria ser tratada. Errar é humano. Até o melhor goleiro do mundo erra e toma um gol daqueles. Foda-se quantos mil reais ele ganha por mês. Foda-se quantas vezes ele treina isso. Tenho certeza que ele não OPTOU por tomar aquele gol besta e deixar ir embora o sonho do hexa. Errar É humano. Até para atletas profissionais.
Mas... no mundo do FUTEBOL BRASILEIRO não. E por isso, a gente não pode tomar NENHUM gol quanto mais dois! Os jogadores sabem disso. E nenhum deles, nem capitão, nem técnico, nem ninguém tem condições PSICOLÓGICAS de ENTENDER isso e CONTINUAR jogando seu futebol. Como jogamos no primeiro tempo. O melhor tempo da seleção na Copa de 2010.
Fim.
Enquanto isso...
A Argentina dá de dez em relação a NORMALIDADE comparado ao Brasil. Foi receber o time com aplausos. Maradona recebeu o time ao final do jogo com um beijo de carinho em cada jogador. E dessa forma, seu país recebeu a seleção.
Com o Brasil é diferente. Xinga-se, perde-se a cabeça, técnico e jogadores idem.
Nesse momento metade do país ODEIA a seleção. Ridículo isso.
Não estou aqui defendendo a seleção nem a comissão. Mas tudo é resultado de uma imagem invecível que temos dela. Uma imagem criada por nós, torcedores, jornalistas, POVO brasileiro.
p.s: A mídia deve estar satisfeita. Pois agora sim ela pode cair dentro do único que “a peitou”: o técnico.
O "gostinho" da emissora está tão aflorado que vale até mostrar Maradona e a Argentina como "legais".
Mas não foi preciso o Fantástico exibir. A gente viu ao vivo na derrota de 4 x 0 pra Alemanha.
E o Brasil? 2 x1
E o Brasil? Ainda durante a partida não "entende" como podemos ter tomado um gol de empate. Não se entende e por isso não se aceita. E por isso.... PARAMOS DE JOGAR.
E o Brasil? Cai dentro.
E o Brasil? Vai esperar a seleção no aeroporto com aquela pressão dos jornalistas e de quem não está a trabalho e não tem o que fazer.
E o Brasil? Faz matéria sobre a derrota estampando capa VAZIA num dos seus maiores jornais.
E repete "culpa", "culpa", "culpa". Querendo uma explicação (deseperada) por termos sido eliminados.
Foda-se que fomos eliminados. É triste. Mas não somos perfeitos.
É povo, nem no futebol. Que é a nossa paixão nacional...
E como todas as paixões existe o momento de raiva e amor. Só que não se ama apenas qdo se recebe um presentinho ou um abaraço gostoso. A gente ama e ponto.
Por isso, chega né? Podemos deixar de odiar e voltar a se apaixonar?
Se a cobrança pela perfeição continuar como prioridade vai ser difícil manter esse relacionamento.
Cadê? Cadê? "O Orgulho de ser Brasileiro"?
E o Brasil? Só canta bonitinho qdo tudo está bem.
Foda-se a mídia. Mas apaludo a ARGENTINA sim, de pé.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Gosto do tempo passando
Que gosto é esse na minha boca? Não é o seu beijo e nem o beijo de ninguém. Não é o gosto do medo, esse gosto eu conheço bem. Náo é saudade, não é coragem e nem desgosto. Não é nada que eu conheça. Já se passaram tantos anos desde que o homem começou a dar nomes para todas as coisas, eu penso se todos os sentimentos já foram nomeados. Esse gosto, esse sentimento, acho que ninguém deu nome. Eu não sinto fome, não sinto dor, não sei o que é. Não tenho medo dessa vez. Acho que é gosto do tempo passando. Tem nome sentir o tempo passando?Maria Clara Moraes
quarta-feira, 26 de maio de 2010
O Contentamento, a chave para o equilibrio

Longe do complexo de Poliana na qual nos tornamos uns iludidos achando que está tudo bem.
A arte do contentamento está em usar qualquer situação, seja boa ou ruim, para progredir. Pois independente do que aconteça, o que importa é aquilo que você faz com o que aconteceu.
Se você gostar ou não gostar, se ficar bravo ou calmo, feliz ou infeliz, nenhuma destas sensações ou emoções irá mudar o fato de que aquilo aconteceu, mas podem afetar decisivamente a forma como você reagiu. Melhorando ou piorando a situação.
SANTOSHA ~
O contentamento é a capacidade de sempre extrair uma plenitude de alegria daquilo que se tem e daquilo que se é, sem que nenhuma provação exterior, nem qualquer dificuldade interior possa nos tirar a serenidade. Deve apreciar aquilo que tem, encontrar o bastante no pouco que possui. Do mesmo modo que para se preservar dos espinhos basta calçar sapatos, sem que seja necessário atapetar todo o solo com couro, assim é pelo contentamento que se atinge a felicidade, e não pensando: "serei feliz quando obtiver aquilo que desejo", pois os desejos não têm fim. Pelo contentatmento, cria-se dentro de si uma chama de beatitude que irradia e influencia tudo que o rodeia. Esse contentamento não deve sucumbir diante de qualquer contrariedade, e requer uma igualdade de espírito no sucesso e no fracasso.
~
Essas filosofias orientais ensinam que, embora o mundo exterior nos dê prazer e alegria, é possível acessar níveis mais profundos e duradouros de felicidade. A principal receita para isso é depender cada vez menos de pessoas e circunstâncias. “Quando baseamos nossa felicidade apenas no que está fora, ela rapidamente pode se tornar infelicidade".
O caminho para ser feliz está dentro de cada um de nós e nada tem a ver com os fatos bons ou maus da vida. “Ser feliz é nossa verdadeira essência. Precisamos lembrar disso mil vezes ao dia. Assim como escavamos a terra para encontrar água, podemos desbastar as camadas de nosso ser até acessarmos esse tesouro a nossa espera”, diz o monge indiano Sunirmalananda.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Lótus de alma

No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.
Rabindranath Tagore
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.
Rabindranath Tagore
quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Mudaram as estações
♫ http://blip.fm/~pdsoq
Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
"Uma coleção de pequenas coisas. Assim é a vida, de onde levamos apenas as lembranças dos momentos menos impactantes, mas que guardam um valor sentimental único. Mesmo nas maiores crises, nas maiores festas, é um momento ínfimo, como um abraço contido no amigo que muda de cidade ou um brinde estapafúrdio na mesa de bar, que fica."
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Vale, sempre vale
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Metade de mim é partida...a outra metade é saudade.

Depois de um dia em que pude perceber claramente o que vem me afligindo, tive um dia cheio de lembranças. Saudosas.
Um dia não tem nada a ver com o outro. O único fator comum foi "Rio-SP-Rio"...
E nesse ir e vir de pensamentos...hoje prevaleceu a nostalgia.
São saudades...
Saudades dos amigos que ganhei em SP, saudades dos amigos que conquistei;
Saudades dos meus trabalhos;
Saudades dos meus alunos, mais ainda daqueles alunos particulares,
daqueles que viraram queridos amigos;
Saudades do meu querido quarto lilás com meu lírio da paz.
Saudades das noites acordada fazendo o que bem entendia.
Saudades dos meus amigos de profissão, dos que viraram grandes amigos;
Saudades da minha individualiade. Da minha única e perfeita liberdade.
Saudades de São Paulo!
Saudades da família que tive lá.
Saudade do que me motivou a sair da cidade maravilhosa e conhecer a grande, acolhedora e cinza cidade de São Paulo.
(Muito. De Verdade. Mesmo.)
Você, que está lendo isso, faz parte da minha história.
Portanto, como eu comecei...
Saudade...Apenas.
quarta-feira, 31 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Tempo que passa
O que parecia não chegar, vai chegar.
E eu não sei como agir.
Também não sei se devo...
Simplesmente pois nem sei mais como pensar.
E eu não sei como agir.
Também não sei se devo...
Simplesmente pois nem sei mais como pensar.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Complexo
Queria poder expressar-me mais fácil. Poder, talvez, escrever sobre mim.
Mas no momento só penso no que eu quero. Nas minhas vontades.
Não nas vontades 'físicas'. São vontades bem mais abstratas digamos assim...
Me refiro a como eu quero pensar, como quero estar.
No que eu quero fazer.
Aonde me focar.
No que eu NÃO quero pensar...
Eu sou um complexo de vontades.
De dúvidas e anseios que eu mesma não sei lidar.
"...metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão..."
Mas no momento só penso no que eu quero. Nas minhas vontades.
Não nas vontades 'físicas'. São vontades bem mais abstratas digamos assim...
Me refiro a como eu quero pensar, como quero estar.
No que eu quero fazer.
Aonde me focar.
No que eu NÃO quero pensar...
Eu sou um complexo de vontades.
De dúvidas e anseios que eu mesma não sei lidar.
"...metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão..."
sexta-feira, 31 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Pra começar...
Eu não sei por onde começar.
Mas estou aqui, querendo e tentando.
Realmente é quando ficamos sozinhos que nos aceitamos melhor. Nos conhecemos melhor, aos outros, nos entendemos melhor e aos outros também. Nos tornamos menos críticos e mais compreensivos quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
E por conseqüência disso, aceitamos. A nós e a eles.
E isso torna os pensamentos mais serenos.
Na realidade nos damos conta de que os pensamentos se afastam, tomam proporções pequenas, diminui. Nos encontramos com a mente um pouco mais vazia - no melhor sentido da palavra.
Isto nos traz paz e tudo flui.
Seria simples?
Nem um pouco. Nem sempre estamos neste estado. Nem sempre percebemos assim.
Mas um passo já foi dado. A aceitação.
Agora é estudar e fazer com que “esse estado” (de paz simples) nos habite com mais freqüência. Que não seja necessário a solidão vez ou outra para percebermos assim.
O próximo passo é o controle. O auto-controle.
__________Namaste.
Mas estou aqui, querendo e tentando.
Realmente é quando ficamos sozinhos que nos aceitamos melhor. Nos conhecemos melhor, aos outros, nos entendemos melhor e aos outros também. Nos tornamos menos críticos e mais compreensivos quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
E por conseqüência disso, aceitamos. A nós e a eles.
E isso torna os pensamentos mais serenos.
Na realidade nos damos conta de que os pensamentos se afastam, tomam proporções pequenas, diminui. Nos encontramos com a mente um pouco mais vazia - no melhor sentido da palavra.
Isto nos traz paz e tudo flui.
Seria simples?
Nem um pouco. Nem sempre estamos neste estado. Nem sempre percebemos assim.
Mas um passo já foi dado. A aceitação.
Agora é estudar e fazer com que “esse estado” (de paz simples) nos habite com mais freqüência. Que não seja necessário a solidão vez ou outra para percebermos assim.
O próximo passo é o controle. O auto-controle.
__________Namaste.
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